domingo, 28 de agosto de 2016

Tampas do cockpit

Um dos lugares que mais sofrem no tiki é o cockpit, principalmente aonde pega chuva. A água doce apodrece mais o barco que a água salgada. Portanto toda fresta que houver no compensado entrará agua. E as tampas dos bancos do cockpit foram as vitimas no tikirio. Elas já estavam apresentando sinais de amolecimento, quando um dia um tripulante mais pesado, pisou de mal jeito e crash...quebrou. Foi a gota d'agua para fazermos novas, desta vez em compensado de cedro e laminação total e reforçada ( da primeira vez só laminei em cima...) São essas economias bobas que depois dão trabalho. E que trabalho. Vejam as fotos.

Quebrou...

mas o barco não parou...

Cortei


Laminei

de um lado

de outro

massa dos dois lados

primer

Poliuretanica branca

Tattoo e eu lixamos emassamos e pintamos novamente os apoios


A bagunça...faltou a foto do trabalho pronto...vou postar aqui depois.


segunda-feira, 25 de julho de 2016

Mana 24 - o novo wharram

Esta semana foi pra agua o novo modelo de catamaran desenhado por James Wharram e Hanneck Boom. Este modelo vai ser vendido em kit cortado em CNC, ou somente o projeto. Ele tem caracteristicas interessantes. O casco tem um pequeno chine, que faz ele ter um pouco mais de flutuação do que os tikis. Ele tem somente duas travessas em forma de caixa. E um cockpit livre. Internamente, as camas ficam a popa e um espaço para uma pequena cozinha de um lado e do outro um banheiro quimico. A mastreação tambem é distinta. Um ketch sem vela de proa, se fosse um monocasco seria um catboat, mas catamaran, não sei como chamar essa mastreação. Deve ser interessante e fácil velejar nele. 





























Imagens divulgação JWD.
Veja mais em https://www.facebook.com/JamesWharramDesigns/?fref=ts

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Sea People - PCA

Durante os anos 80 e 90 foram editados 70 numeros da revista Sea People, da Polynesian Catamaran Association. Estas revistas trazem , em sua páginas, historias da filosofia e da comunidade wharram. Consegui juntar quase todas, me falta o numero 69. Mas agora elas estão compartilhadas aqui com vocês.

SEA PEOPLE

sexta-feira, 8 de julho de 2016

TikiRio - Camorim até a Urca

Resolvi buscar o TikiRio para as olimpíadas. O barco já estava em Angra desde o natal e aqui fica melhor para as manutenções de inverno.
Aproveitando as frentes frias que vem do sul nesta época do ano. A previsão marcava NW quarta a tarde, com uns 10 nós, e parando de noite para a entrada de uma pancada de SW na madrugada, e SW constante de 15 nós durante a quinta inteira. Pensei, NW é popa para ilha grande, faremos um pernoite lá e saímos de vento de alheta e mar a favor. 
Chamei meu amigo e aluno de vela, Marcelo, marinheiro de alguns passeios, mas era sua primeira travessia. Ele perguntou o que que era pra levar e eu respondi: tudo quanto é roupa de frio e chuva que vc tiver pra vestir. Mesmo assim ele topou, "o cara é bom" pensei. 
São 83 milhas, 13 até o pernoite e 70 até o Rio. 

Rota Camorim - Urca















Partimos do Camorim em Angra as 18:00 e chegamos ao Abraãozinho as 20:00 sem conhecer direito a praia, ancorei um pouco menos distante do que deveria. Mas isso me custou uma noite de sono. Tudo tranquilo e lindo com um céu que não via a tempos, muitas estrelas. Mas, lá pelas 01:00 o vento entrou de S e com umas rajadas loucas que desciam da montanha. A vela grande começou a se soltar subi para o convés para reforçar a amarração, com meu peso debruçado no binimi o velcro se soltou, começou a bater, chamo Marcelo para ajudar, no meio disso tudo o alarme de ancora toca, olho para minhas referencias em terra e ainda demoro alguns minutos para confirmar que estávamos garrando. Corri e soltei mais cabo e fui ligar o motor. O barco deu aquele tranco tipico de que a ancora tinha unhado. Olhei a ré e estávamos a barlavento de uma fazenda de ostras a uns 20m de nós. Tentei tirar a ancora no motor, mas contra as rajadas não deu, o vento jogava água salgada na cara! Rajadas de 50 nós! (se voces lerem a descrição na escala beaufort  pra levantar água do mar tem que ser mais de 50 nós) A sorte é que elas duravam dois a três segundos. Mas variam tudo que não estivesse amarrado no convés, perdi minha bandeira do brasil novinha!!! Passei o resto da noite vigiando a ancora e dormi muito mal, pois acabamos ficando desabrigados do SW que entrou constante depois da primeira pancada.

















No dia seguinte, acordei tarde, o despertador tocou as 5:30 mas só consegui me mexer as 6:30, demoramos uma meia hora para tirar a ancora e partimos as 7:10 da ilha grande. Ao sair da proteção da ilha encontramos um mar ainda muito cruzado e vento médio aumentando. As 10:00 já estávamos no través da laje da marambaia, o que dava uma média de cinco nós por hora, mas vinhamos melhorando entre seis e oito nós de velocidade o barco se encaixava melhor na ondulação e o balanço era menor, mas o tiki começou a dar umas surfadas de 10 nós que estavam forçando muito, rizei o grande, de vento em popa mesmo. o barco continuou andando a 6 / 8 nós, com bem menos esforço no velame. As 13:00 cruzamos o farol de Guaratiba, bem por fora, pois fui dando lazeira da costa, o mar estava ficando grosso.  Dei uma rizada na buja (enrolei metade) E continuamos mantendo os 6 / 8 nós de velocidade e agora mais confortáveis um pouco, pois a ondulação após o Recreio, ficou mais definida de SW. As 16:00 já estávamos no través das Ilhas Tijucas e avistamos baleias !!! No outside da Barra já tínhamos visto uma baleia piloto, pequena que cruzou na nossa proa soprando água. Entre as Tijucas e as Cagarras avistamos uma Jubarte enorme, dando saltos de meio corpo pra fora d'água, mas não conseguimos fotos. Como estavamos muito lá fora o SW acabou ficando muito empopado, tirei a buja e fui no grande e motor, andando a 6 nós com 30% de aceleração. 
Chegamos na poita as 17:40 hs completando as 70 milhas em 10:30, com média de  6,7 que fora o frio, foi ótimo. Vejam as fotos:


sorriso adrenalina